Tens a capacidade, de mexer comigo Tens o poder, de mandar no meu coração Tens a força, para me mover o mundo Tens o dom, para me fazer corar Tens a audácia, para me fazer sorrir Tens a beleza, para me fazer voar Tens o som, para me fazer cantar Tens a magia, para me fazer aparecer Tens o toque, para me fazer arrepiar Tens o beijo, para me fazer acreditar Tens o voto, da minha paixão Tens o brilho, da minha chama Tens o paladar, da minha vontade Tens o olhar, da minha esperança Tens…
Quando recebi a tua mensagem, lembrei-me imediatamente de ti… e dela! Quando gostamos, acabamos por naturalmente passar a gostar de tudo, de tudo o que constitui o mundo da outra pessoa! Sem duvida, que a adorava/adoro! Sem duvida que a mensagem abananou… pois ela também gostava/gosta de mim, ao jeito dela e com o amor e humor dela! Quase como acto impulsivo e sem pensar duas vezes… “Tou! Tou…” :) Passado este tempo todo, foi bom ouvir a tua voz, recuei no tempo… os sentimentos estão subvertidos, estão consumidos, estão esgotados! Mas a admiração, pela força, pela raça, pela vontade, pela determinação, permanecem intactos. Eu acredito que as pessoas mudam, mas a essência permanece, no limite talvez amadureça. Durante o nosso “sempre” só podias ter sido tu… e a cada dia que passava, seria sempre mais, que a cada dia que ficava para trás… Gostava que este texto tivesse a capacidade e potência, para fazer chegar um beijo carregado de energias positivas, a uma das forças da natureza que tive o muito prazer de ter tido na minha vida! E sem esquecer o motivo e conteúdo da mensagem… desejo que tudo corra pelo melhor! Ela é forte, muito “fuerte”! E à semelhança da família, não sabe nem quer perder!
Força para ela! Força para ti! E força para todos!
Em semana de futebol, deixo aqui apenas duas notas…
Carlos Carvalhal, actual treinador do Sporting (no momento em que escrevo este texto, porque no momento em que ele será lido, já não garanto que o seja…), no final do Sporting 1-4 Benfica, entre várias coisas que disse, retive uma “(…)o Sporting merecia ganhar, se não fosse o árbitro(…)”. Pois caríssimo, não devemos ter visto o mesmo jogo, só pode, não querendo alargar muito as explicações, apenas Deus e Di Maria, saberão o porque da humilhação não ter tido outros números… depois de um jogo assim, justificar a pobre exibição da sua equipa, descarregando a incompetência em cima de terceiros, torna tudo ainda mais pobre e decadente… está tudo dito!
Jesualdo Ferreira, actual treinador do Porto, depois da vitória, Porto 1-0 Académica, onde o Porto garantia a presença na final da taça da liga no Algarve, proferiu entre outras coisas as seguintes palavras… “(…) é ridículo que agora os adeptos do Porto, para assistirem à final tenham que efectuar 600Kms(…)”. Até que enfim que alguém no mundo do futebol diz alguma coisa acertada, na realidade os adeptos do Porto terão mesmo que fazer uma viagem de 600kms, para assistirem à final… em contrapartida os adeptos do outro clube, terão que fazer, 600m, 1km, na pior das hipóteses também os mesmos 600Kms… mas ainda há quem esteja a pensar fazer 2.000kms, para vir da Suíça! Por aqui se vê a dimensão das pessoas e das instituições! Sr. Jesualdo, por acaso pensou nas pessoas que vivem no Algarve e também gostam de ver a bola?
Tinha prometido a mim mesmo, que iria… e fui! Há uma parte de mim que se satisfaz com a ajuda e entrega ao próximo, com a razão de o fazer sem esperar nada em troca ou com o prazer de fazer alguém, nem que seja momentaneamente, feliz. Nesta lógica, e quase como que uma obrigação que tinha imposto a mim mesmo estabeleci que iria pela primeira vez na minha vida, dar sangue, doar medula óssea e participar numa missão de ajuda aos sem abrigo. Pois que a primeira fase ficou concluída, hoje! Só Ele e eu é que sabemos o pânico que me corria nas veias, “e se o espaço cheira a éter?!”, “e se aquilo corre mal?!”, “e se desmaio?!”, “e se dói?!”, etc… Conhecendo eu o meu mais profundo ridículo da minha genuína incompetência para lidar com a dor, com as agulhas, com o éter, com batas brancas… lá fui estoicamente! Qual David, perante Golias, respondi a todos os testes, fiz os vários exames que testaram a minha “aptidão” para me tornar em mais um, em mais um herói dador… Feito, respondido e tomado o segundo pequeno-almoço do dia, lá fui eu… entre um sorriso mais temeroso e uma piada mais nervosa, acomodei-me naquela maca, por si só desagradável, mas não havia espaço a grandes exigências, a missão assim o impunha. Num misto de conversa de encher chouriço, fui espetado por algo que quase se confunde com uma seringa das farturas. Eis chegado à parte que mais me impressionou, em pouco menos de um ou outro segundo, o tubo ficou completamente manchado de vermelho… o jacto foi de tal forma violento e rápido que encheu momentaneamente o tubo que conduzia o líquido até ao saco de armazenamento… foi de facto uma imagem “fuerte”! Enfim, posto isto e com menos quatrocentos e cinquenta mililitros de sangue, lá voltei eu à já habitual rotina diária… Apesar de tudo, de alguma dor, do desconforto, da mobilidade reduzida do braço (durante o resto do dia), de mesmo tudo… está cumprido e sem duvida a repetir! Tudo aquilo por que passei é perfeitamente suportável e dolorosamente insignificante, perante a premente necessidade que convive diariamente com alguém desconhecido que neste mundo irá fazer deste sangue uma forma de se agarrar à vida! Por tudo isto, sou mais feliz… logo, mais completo!
Gosto! Gosto de ti! Gosto de falar contigo e te sentir feliz! Gosto de falar contigo e ouvir “meu lindo”! Gosto de olhar para ti! Gosto de te ouvir! Gosto de te ouvir cantar! Gosto de aprender contigo! Gosto de ouvir o teu “tás a ver?”! Gosto da tua voz! Gosto da forma como consomes a vida!
Gosto… Gosto de gostar! Gosto de me rir contigo! Gosto disto que ainda não é nada,
mas que até agora é tudo! Gosto de mim assim! Gosto de ti assim… Gosto de ouvir a tua voz todos os dias! Gosto de te ouvir sorrir! Gosto de te fazer sorrir! Gosto de me lembrar de ti a qualquer altura do dia!
Um ano… Um peso... Uma historia… Uma vitoria… Uma rota… Uma canção… Uma imagem… Uma sensação… Um convite… Um vídeo… Um encontro… Um salto… Um negocio… Um sentido… Um sentimento… Uma nuvem… Um risco… Um diário… Uma exposição…
A todos os que ajudaram a dar alma à viagem destas nuvens o meu mais sincero, sentido e profundo, obrigado!
Na minha mesa-de-cabeceira, existe uma imagem de Nossa Senhora de Fátima e dos três pastorinhos, não sei descrever de que material é feito, mas a base é em madeira e o restante material do objecto é em algo parecido com alguma liga metálica, ou chumbo, ou qualquer coisa fria… Não sei definir desde quando faz parte da mesa-de-cabeceira, sei que me lembro de ter crescido com aquilo ali. Sei que um dia teimei com a minha mãe que não queria mais aquilo ali, devia ter na altura uns 7… ou 8 anos no máximo. Não me lembro dos argumentos usados de parte a parte, nem de como a coisa acabou, sendo certo que a imagem ficou perpetuamente na mesa-de-cabeceira, não é muito grande tem no máximo (em altura) cerca de 10cm… É conhecido, declarado e denunciado o meu fraco catolicismo ou devoção, por ignorância ou simplesmente por respeito por quem tem a dita e sentida, Fé! Não sei rezar, da forma que os mais ou menos praticantes cantam, entoam ou rezam as murmuradas quadras divinas. Mas sei e lembro-me perfeitamente do escuro… do silêncio… e do frio da tal liga metálica… quando me agarrava a ela, em vésperas de testes, em que não tinha estudado rigorosamente e religiosamente, nada!!! Sei do frio da tal liga metálica, sentido pelos meus lábios… na(s) noite(s) em que perdi um... e outro… e os outros dois… avós! Os lábios sentiam o frio, os olhos debitavam lágrimas e desejos que onde quer que estejam, que estejam bem! Sei da volumetria do relevo da tal imagem, quando de mim para mim, sussurrava no mais intimo da minha mente, os agradecimentos de tudo o que de bom me acontecia, na altura em que dava mais relevo ao que de mau na minha vida se passava… Se acredito em Nossa Senhora de Fátima, ou noutra divindade?! Não sei… fico demasiado assustado, para aceitar ou admitir que o meu destino está na posse, devaneio ou pertença de algo ou alguém que não seja eu. Tenho alguns exemplos de histórias na minha vida em que acredito ter sido protegido, talvez por esse dito alguém ou coisa, que teimo em resistir em não acreditar. Sei que um dia a minha mãe, no seu auge e mais profundo amor, carinho e na perspectiva dela da dita Fé, me declarou que aquela imagem simbolizava o meu anjo da guarda… sinceramente, agrada-me de sobremaneira a ideia de ter alguém ou algo que me protege! Ter porto de abrigo! Ter o colo, quando todos os outros falham! Ter aquela mão divina que nos ampara na mais desastrosa das quedas… e o melhor de tudo isto é que, e confesso, já o senti por várias e repetidas vezes! Nos últimos dois anos da minha vida, recusei o que não me faz feliz, aceitei o que desconheço, provei o que me venderam como amargo, etc… Lutei! E lutei! E continuo a lutar, confesso que há vezes em que me faltam as forças… ou simplesmente preciso de descansar! Vejo o “desistir” não como forma covarde de fuga, mas como forma inteligente de mudança! Por tudo, rigorosamente por tudo… de bom! E de mau! Que durante estes anos me foram acontecendo, moldando, mudando, formando, deformando, etc… por tudo… hoje irei sentir de novo o frio da liga metálica, e lá bem no fundo onde só eu me oiço, agradecer o facto de hoje adormecer, com um sorriso… na alma.
Há momentos entrei no meu quarto e enquanto processava na minha mente o motivo pelo qual tinha sido levado até ali… suspirei profundamente! O frio é de tal forma intenso, que se gerou de imediato uma nuvem de vapor, fazendo corar de inveja algumas nuvens provocadas pelo próprio tabaco… Foi então que sobre mim se abateu um pensamento. Inspirei e voltei a fazer dos pulmões um brinquedo, agora de forma intencional, e de novo a tal nuvem se formou diante os meus olhos. Olhei para o tecto e inconscientemente agradeci, não sei a quem, nem sei ao quê, apenas ouvi no profundo do meu pensamento um quente e constante “Obrigado”. Obrigado, pelo facto de poder formar as minhas nuvens debaixo de um tecto…
Sei que o que escrevo neste espaço confinado a um mundo pequeno, indistinto e pouco exposto, irá morrer no esquecimento deste próprio mundo. Sei que as palavras minimamente ordenadas que redijo por estas linhas, não tem nem peso nem forma, para aconchegar, reconfortar ou acarinhar, alguém que neste preciso momento também constrói as suas nuvens… mas sem um qualquer tecto! Sem um conforto mínimo! Há vezes que é com um papelão outras vezes com algum cobertor semi-destruído, enfim, algo completamente surreal ou absurdo para conseguir construir uma imagem minimamente credível na minha mente… Tivesse este texto a capacidade de aquecer, tivessem estas palavras a capacidade de aconchegar, por muito mínimo que fosse, por insignificante que podesse parecer… e escreveria até gastar os dedos!
Cobardemente, fico debaixo do meu tecto, é mais fácil afastar este pensamento, do que eu próprio me afastar de casa e ir de encontro a uma realidade que insisto em afastar do meu mundo… de forma punitiva a mim mesmo, faço me prometer a mim próprio que um dia o farei! Com a mesma certeza e teimosia que prometo a mim mesmo, coisas mais ou menos fúteis do dia-a-dia, esta “obrigação”, passa a constar na minha lista de coisas que irei concretizar, no fundo para me sentir mais eu… Sabendo que não passará para fora destas quatro paredes, mas com essa pretensão e vontade, desejo da forma mais intensa o melhor e mais quente dos sonhos a todos os que também tem direito a isso… mesmo não tendo um tecto!
No (meu) escuro… abdico da visão! Faço com que a temperatura seja do mais agradável… Ao longe, arde o incenso… definido e relaxante! Apuro, relaxo e resigno a todos os sentidos que neste momento não me fazem falta!
É então que o coração dispara… Sinto o teu toque!
Num ápice, activo todo o meu sentir. Os olhos abrem, a fusão de cores e de luz invade a minha alma… O teu aroma substitui, o agora insuficiente, incenso!
Foco em ti… Tento em vão controlar a respiração! O meu desejo altera o meu relaxe… A minha vontade retribui o teu toque! A minha respiração torna-se audível na minha mente… e perto dos teus ouvidos. O meu querer é resposta ao teu desejo! Toco o teu corpo, primeiro com os olhos… Depois com um dedo… Com a mão… E por fim, com toda a minha alma! Com todo o meu querer! Com todo o meu ser…
Não descodifico o que oiço, se é o meu coração, se é o teu… Não distingo a minha respiração da tua!
Deixei de ser eu ou tu… Somos apenas nós! Tens me por completo! Sinto-te completamente minha. Sabes que sou só teu! Primeiro mais lento… Depois, depois… deixa de haver regras, deixa de haver tudo!
Quando me refiro a “viajar” em determinados actos ou formas artísticas, não estou a dizer mais que, a capacidade de afastamento da minha realidade e aparente normalidade sentimental, para um patamar de sentimentos e sensações diferentes, que provocam um súbito e gratuito brotar de lágrimas dos meus olhos, ou um sorriso puro e ingénuo instantâneo, ou mesmo um arrepio visceral de magnitude que tem tanto de incalculável, como de agradável…
Para primeira publicação de um ano que espero de sentimentos e sensações, não podia começar melhor!
Um fantástico Ano Novo de sentimentos e sensações, a todos os passageiros “das nuvens”!
Sentia a água escorrer pela testa, pelo canto dos olhos, pelo canto da boca e finalmente pingava para o infinito em direcção ao chão… ou ao meu colo! Sensação estranha, aquela, não é de todo normal estar numa situação de extremo desconforto e não o sentir… o que me motiva a estar ali?! O que me prende estoicamente naquela cadeira molhada, naquele ambiente frio, naquele estádio enorme e que hoje, me parece bem mais pequeno… As pernas tremem-me… não percebo se é do nervoso miudinho, não entendo se é a impaciência de que tudo aquilo acabe num ápice e eu tenha o meu quentinho e conforto de volta, não percebo se é o frio que me trespassa violentamente de um canto ao outro do corpo… não percebo a realidade que me circunda, a irracionalidade de todos eles, todos os que estão exactamente na mesma angústia declarada, mas inconsciente, que eu passo naquele momento! Amor?! Paixão?! Loucura?! Afinal, estranhamente sinto-me em casa, no mais recôndito lugar do meu ser, no mais profundo da minha presença, não tenho frio, a água não chega, o barulho torna-se melodia, os estranhos tornam-se familiares, as vontades tornam-se paixões e vontades arrebatadoras… Salto e canto o mais vulgar dos ruídos, simplesmente para me aquecer e exteriorizar todo o nervoso que me consome por dentro, afinal hoje é dia do “Grande” jogo, são eles o alvo a conquistar, a vencer! É neste cenário, que num lance aparentemente perdido, ela volta e entra…
Momento de explosão!
Dá-se o clímax de todo aquele teatro, num palco bem real. Antes, nem com a minha roupa podia, fria e molhada, agora num frenético saltar e explodir de emoções descontroladas, abraço-me de forma que tem tanto de espontânea como de naturalmente estranha, aos que me rodeiam. Cumprimento e sou cumprimentado por este estranho e por aquele conhecido, como se a culpa/razão daquele momento também fosse nossa… e não era?! Repito, grito, sorriu, gozo com o momento… naqueles breves momentos, para nós, deixou de chover, deixou de haver desconforto, deixou de haver tudo, apenas existe o todo! Adultos com personalidades perfeitamente construídas e consolidadas, tornam-se no mais básico e infantil dos seres. Volto a saltar, volto a cantar, volto a ficar sem voz… com o maior sorriso nos lábios, naquele momento, completamente encharcado, consigo e sou feliz…
de não tirar os meus olhos de ti… de colo… do teu toque… do teu sorriso… do teu cheiro… do teu… sim. do teu tudo… e simplesmente do teu nada!
Surpreende-me! Diz-me “sim”, quando eu estiver a adivinhar um “não”, faz-me pensar só em ti… faz com que o meu dia se resuma a um momento de prazer… não te peço sexo. Hoje, não! Peço-te um… momento, de genialidade, desvenda-me um recanto do teu ser que eu ainda não conheça, que eu ainda não tenha descodificado… ou não tenha invadido! Faz-me acreditar em ti… aliás em nós… ou no fundo, aquilo que mais procuro, faz me acreditar em mim! Deixa-me deitar a cabeça no teu colo… e passeia a ponta delicada dos teus dedos pela minha testa. Da forma mais delicada que uma mãe pode mimar o seu filho! Da forma mais apaixonada que tu me podes tocar… faz como tu sabes, da forma que me deixas arrepiado sem perceberes, não pares… por favor! Sinto um arrepio invadir o fundo das costas e evoluir até ao pescoço… sinto os pêlos dos braços a eriçar… e num movimento mais ou menos despercebido e sem perturbar o momento, concerto a circulação normal do sangue… que sensação! O arrepio transforma-se num misto de prazer e frio, aconchego-me a ti e ao teu colo… tu percebes e aconchegas a manta que me tapa… e ao final de poucos minutos entrego-me ao sono, do mais profundo e agradável que posso ter nesta noite…